terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poesia da melhor qualidade

Amar
(Drummond)

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar,desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura
nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede
infinita.

Poema X Poesia

Você já se perguntou qual a diferença entre poema e poesia? Pois saiba que poema é a obra literária composta em versos. Já poesia tem o sentido mais amplo e está relacionada ao uso da linguagem poética, que aparece não só nos poemas, mas também na prosa, nos filmes, nas músicas, etc. Você se lembra da crônica poética?

Podemos listar algumas características do poema:

* Função: expressar sentimentos, emocionar o leitor, criticar.

* Linguagem: pessoal, subjetiva, figurada.

* Suporte: livros principalmente, além de revistas, jornais, sites, etc.

* Tema: assuntos variados.


Mas... como definir poesia? O poeta e professor Alcides Villaça escreveu o seguinte texto:

"A poesia é um modo de a gente sentir a gente, de sentir as coisas do mundo, de sentir a gente no mundo. A poesia é um modo de construir com palavras esses sentimentos.
Se lemos em voz alta as palavras da poesia, caprichando na leitura, percebemos que o poema é mais do que palavras escritas: percebemos que ele quer cantar.
Definir poesia não é fácil. Mas quem lê com carinho as palavras de um poema já está conhecendo a poesia, já está aceitando a beleza e a verdade que ela tem."
(Alcides Villaça, Folha de S. Paulo, 21 jul. 1997.)


Pensando melhor... poesia não se define; poesia se SENTE!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poetas do Parthenon, mostrai-vos!

Um passarinho me contou que vocês produziram poemas nas aulas de produção textual. Que tal postá-los aqui?

Beijos,

prô Lu

P.S.: O nome do passarinho começa com "Jor". E termina com "ge".

Para saber mais

Quem gostou, bate palmas!!!!! E acessa os seguintes sites:

http://www.algumapoesia.com.br/poesia.htm

http://www.releituras.com/

http://www.casadecoracoralina.com.br/home.html

http://carlosdrummonddeandrade.com.br/

http://www.poemavisual.com.br/

http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/

Poetas e poesias

Galerinha linda,

se a narrativa em prosa nos leva a imaginar personagens e aventuras, há outro tipo de texto – os poemas – que, além de aguçar nossa imaginação, atua sobre nossa sensibilidade, surpreendendo e brincando com jogos de significados.

Vamos conhecer um pouco mais sobre poesia?

O texto que apresenta versos ou linhas poéticas, com ou sem rima, chama-se poema.

Os poemas podem ser formados por versos com rima (terminação dos versos igual ou semelhante), versos brancos (sem rima) e versos livres (sem métrica ou medida, ou seja, de qualquer tamanho. O conjunto de versos chama-se estrofe.

A métrica é a medida dos versos, isto é, o número de sílabas poéticas apresentadas pelos versos. Na sílaba poética, as vogais átonas são agrupadas numa única sílaba. É uma divisão que leva em conta a oralidade, sendo portanto diferente da divisão silábica gramatical.

Ao ouvirmos uma melodia qualquer, percebemos que ela foi composta em determinado ritmo. Um poema também tem seu ritmo, que lhe é dado pela alternância de sílabas acentuadas e não acentuadas, isto é, sílabas que apresentam maior ou menor intensidade quando pronunciadas.

A rima é um recurso musical baseado na semelhança sonora de palavras no final de versos (rima externa) e, às vezes, no interior de versos (rima interna).

Paralelismo é a repetição de palavras ou estruturas sintáticas maiores (frases, orações, etc) que se correspondem quanto ao sentido. Observe o paralelismo nestes versos da canção “Sem fantasia”, de Chico Buarque:
“Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu.”



A voz do poema
A voz que fala num poema nem sempre é a do poeta. Da mesma maneira que num romance ou num conto nem sempre o narrador da história é o autor da obra, num poema nem sempre o poeta está falando por si próprio.
Assim, chamamos de eu lírico ao ser abstrato cuja voz fala no poema. Esse ser abstrato tanto pode consistir numa invenção do poeta quanto representar o poeta, sendo a expressão do que ele pensa e sente.
Observe, neste trecho da canção “Olhos nos olhos”, de Chico Buarque de Holanda, a presença de um eu lírico feminino:

"E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer"
(Chico Buarque de Holanda)


Agora que já estamos bem sabidos quanto à teoria, vamos à melhor parte...os poemas!

Os Ombros Suportam o Mundo
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta,
não abrirás.
Ficaste sozinho,
a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice,
que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.




Dois Cânticos e uma Canção
Cecília Meireles

Cântico II
Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade. És tu

Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta

Cântico VI
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

Os cânticos e a canção acima foram extraídos da "Antologia Poética", Editora Record - Rio de Janeiro, 1963, págs.25, 32 e 45.



Epigrama (trecho)
Gregório de Mattos e Guerra
I
Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia.

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.
Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.
Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.
Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.
Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.
Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.
E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.
Gregório de Mattos e Guerra (1633/1696), o Boca do Inferno, nascido na Bahia, foi o primeiro de nossos satíricos, homem de língua destravada e fácil veia poética. Estudou humanidades em Portugal, tendo feito o curso de leis na Universidade de Coimbra. Na terra mãe foi juiz criminal e de órfãos. Voltou ao Brasil com 47 anos, sob a proteção do arcebispo da Bahia, D. Gaspar Barata. Tantas e tais fez que não só perdeu a proteção do prelado, como ainda foi degredado para Angola. Reabilitado, voltou ao Brasil, indo para Recife, onde conquistou simpatias e viveu com menos turbulência que na Bahia. É o patrono da cadeira n.º 16 da Academia Brasileira de Letras. Além de versos satíricos e humorísticos, escreveu poesias eróticas com a maior incontinência verbal.
Texto extraído de "Antologia de Humorismo e Sátira", organizada por R.Magalhães Júnior, Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1957, pág. 05.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

6ª Verificação de Leitura - 7º A - Unidade I

Amores e amoras,

este é o espaço reservado para vocês postarem suas verificações de leitura. Caprichem!

6ª Verificação de Leitura - 7º B - Unidade I

Queridos,

escrevam aqui sua verificação de leitura. Bom trabalho!

6ª Verificação de Leitura - 7º A - Unidade II

Postem aqui seus comentários sobre a Verificação de Leitura. Mãos ao teclado!

6ª Verificação de Leitura - 7º B - Unidade II

Digite aqui sua Verificação de Leitura. Capriche!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vamos?

E aí, galerinha!!!!! Curtindo as férias? Espero que sim! Estou morrendo de saudades de todos.
Olha só que dica bacana: de 12 a 22 de agosto, acontecerá a 21ª Bienal do Livro de São Paulo. Além das novidades na área literária, o evento também conta com uma extensa programação cultural.
Para maiores informações, acessem o site: www.bienaldolivrosp.com.br

Beijos e até breve!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Autora do mês:

Olá pessoal, aqui quem fala é a Mayara(do 7ºA da unidade 1).
Este mês serei a nova responsável pelo nosso blog junto com a professora Lu.
Caso queiram postar algo nele(algo que seja coerente com a matéria) podem me mandar no meu e-mail> mayaranunesmoreira@hotmail.com
Assim, poderei deixar o nosso blog bem legal!

Beijos, Mayara...

sábado, 22 de maio de 2010

Estamos de volta!

Queridos,
como vocês sabem, época de provas e recuperação é corrida para todos nós, alunos e professores. Por isso, "abandonei" um pouquinho o nosso blog. Mas agora, vamos voltar com toda a força, e com a participação mais intensa de vocês. Acabamos de ler o sensacional "Alice no país das Maravilhas" e iniciamos o também sensacional "Fernando Pessoa, o menino da sua mãe". Espero que gostem e se envolvam tanto quanto se envolveram com o "Alice".
Beijossssss

quarta-feira, 24 de março de 2010

Atendendo a pedidos...


Vocês pediram....e aqui está ele: o vídeo da Avril Lavigne para o filme "Alice no país das maravilhas". Bruna(s), Liège, Vitória, Letícia, Gabi Andrade, Babi e Thaís....Obrigada pela dica!! Adorei!! Muito legal a parte em que ela encontra o Chapeleiro Maluco! E os cogumelos em volta dela quando ela está tocando piano? Bacana!!

A propósito, vejam a letra da música e a tradução:

Alice

Tripping out,
spinning around I'm underground,
I felt down, I felt down
I'm freaking out to all am I now
upside down and I can't stop it now
it can't stop me now

I'll, I'll get by
I'll, I'll survive
while the worlds crashing down,
while I fall and hit the ground,
I will turn myself around, don't you try to stop me
I, I walk around

I found myself in Wonderland
get back on my feet on the ground
is this real, is it pretend
I'll take a stand until the end

2 X
I'll, I'll get by
I'll, I'll survive while the worlds crashingn down,
while I fall and hit the ground,
I will turn myself around,
don't you try to stop me
I, and I walk around

TRADUÇÃO
Alice
Assustada
Andando em círculos
Estou debaixo da terra
Eu caio
Sim, eu caio

Estou enlouquecendo
Onde eu estou agora?
De cabeça pra baixo
Não posso parar com isso agora
Isso não pode me parar agora

Eu vou vencer
Vou sobreviver
Quando o mundo estiver se partindo
Quando eu finalmente atingir o chão
Não vou apenas me virar
Não tente me parar
Não vou chorar

Encontrei a mim mesma no país das maravilhas
Coloquei os pés no chão
Isso é real?
É fingimento?
Vou me defender até o fim

Eu vou vencer
Vou sobreviver
Quando o mundo estiver se partindo
Quando eu finalmente atingir o chão
Não vou apenas me virar
Não tente me parar
Não vou chorar



Que tal agora vocês fazerem uma análise da letra da música? Pensem: qual o tema principal do livro? "O QUE" Alice está procurando? Por que ela cresce e diminui de tamanho a toda hora?

Como é bom ouvirmos uma música, lermos um livro ou assistirmos a um filme e entendermos o que está acontecendo, não? Sabem o que é isso? MATURIDADE!!! Isso mesmo, meus amores, vocês estão crescendo!!

Amo vocês!!

Beijos,
prô Lu

P.S.: Ops!! Quase ia me esquecendo!!! O link para o vídeo da Avril é:

http://www.youtube.com/watch?v=rZb8CnUzUOc

Adivinha quem??

Meus amores e minhas amoras,

outra curiosidade sobre Alice no país das maravilhas: o primeiro vídeo feito sobre o livro! É um curta, de 1903, dirigido por Cecil Hepworth (cineasta inglês, claro!! rsrs) e Percy Stowol (não consegui encontrar nada sobre ele. Coitado!). Muito engraçado! Pena que esteja tão danificado, mas foi restaurado e é possível assistirmos.

O link é o seguinte:

http://www.youtube.com/watch?v=zeIXfdogJbA

Divirtam-se!!
Beijossssss,
prô Lu

quinta-feira, 18 de março de 2010

Alice, Alice e mais Alice!


Galerinha linda,


vocês não vão acreditar: descobri um site em que podemos "folhear" o original do livro "Alice no país das maravilhas"! É isso mesmo que vocês entenderam: o O-R-I-G-I-N-A-L!!!!! Aquele que foi um presente do Lewis Carroll para a menina Alice.


Gente! É lindo demais!! Muito legal!! Acessem! Vale muuuuuuito a pena!! O link é:




Beijos,

prô Lu


sexta-feira, 5 de março de 2010

Meus alunos são os melhoreeeees!!!!!!!!

Geeeeente, vocês arrasaram na aula sobre mitologia!! Sabem tudo sobre os mitos! Adorei! Aprendi muito com vocês hoje! Reinaldo, João Pedro, Lucas Lara....entre outros! PARABÉNS!!

quinta-feira, 4 de março de 2010


Vamos ver se vocês estão feras em mitologia?
A imagem ao lado diz respeito à qual mito grego?
Vá à enquete no canto direito do blog e responda!
Tela de: Pieter Pauwel Rubens (1577-1640)
(óleo sobre tela, 243 x 210 cm)
Museum of Art, Philadelphia

Mitologia não é só grega!

Atenção, pessoal!


Quando perguntei na sala de aula o que vinha à cabeça de vocês quando dizíamos a palavra "mitologia", a grande maioria falou apenas da mitologia grega! Vimos, no entanto, que a mitologia está presente em várias culturas. Vejam algumas informações sobre a mitologia romana.

A Mitologia Romana é o conjunto de crenças e práticas politeístas, ou seja adorando vários deuses com nomes diferentes dos deuses gregos, mas semelhante aos da Mitologia Grega.


Para os Romanos, homens e deuses teriam que viver em harmonia, tendo confiança mútua, sendo que os rituais e cultos aos deuses tinham como objetivo agradá-los, pois dos deuses dependiam a saúde, a proteção do Estado e o sucesso na guerra, as colheitas fartas, enfim, a prosperidade dos homens.


Ao contrário dos gregos, os romanos não especulavam sobre a origem dos deuses. Eles apenas cumpriam os rituais com exatidão, para garantir a harmonia para com os deuses. Muitos deuses foram incorporados a Mitologia Romana por pertencerem a regiões conquistadas pelos romanos.Os principais deuses romanos eram:


Júpiter – deus do dia.

Apolo – deus do sol, da medicina, entre outros

Juno – deusa protetora da mulher, do casamento e parto.

Marte – deus da guerra.

Vênus – deusa do amor e da beleza.

Diana – deusa da castidade, da lua e da caça.

Ceres – deusa da agricultura e da fecundidade da Terra

Baco – deus da alegria e do vinho.

Além desses deuses, os romanos também adoravam outros deuses, mais “próximos” ao seu cotidiano, e que eram “classificados” de acordo com suas atribuições, como:

Deuses Penates – protetores da família e das provisões.

Deuses Lares – protetores dos campos e do lar.

Deuses Diparates – protetores dos antepassados.

Deuses Manes – protetores dos espíritos dos parentes mortos.

Deuses Gênios – protetores da capacidade procriadora do homem.

Deuses Janu e Vesta – protetores das portas e do lar.


Assim como na Mitologia Grega, os deuses romanos tinham características dos humanos, como alguns
sentimentos e a aparência fisíca. Porém, não tinham contato direto como os homens, como acontecia na Mitologia Grega.

(Disponível em: http://www.infoescola.com/mitologia/mitologia-romana/)


Mitos e Lendas

Olá, galerinha querida!!

Vejam algumas coisas bacanas sobre mitologia.

Caso tenham alguma coisa sobre mitos e lendas, postem e compartilhem conosco!


Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
Entendendo a Mitologia Grega

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos.
Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :
- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.
O Minotauro
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.
Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Deixe seu recado após o bip...

O que você está achando do livro "Alice no país das maravilhas"? Aqui você pode reclamar, elogiar, criticar ou dar sugestões. O espaço é seu!
BIP!

Alice no teatro!!

Galerinha querida,
não percam esse espetáculo espetacular ;))
"Alice no país das maravilhas", uma adaptação inteligentíssima da companhia Le plat du Jour, com a utilização de técnicas circenses (o coelho anda de cabeça para baixo!!!!).
Vale a pena!
Eu fui e recomendo (chorei de rir!).
Prestem atenção no diálogo de Alice com a lagarta!

Serviço:
"Alice no país das maravilhas"
Teatro União Cultural
Sábados e domingos - 16h
até 07/03
tel.: 2148-2904
http://www.leplatdujour.com.br

sábado, 30 de janeiro de 2010

Carta de conteúdo






Olá, pessoal!

Sejam muito bem vindos ao 7º ano!
2010 promete! Este será um ano cheio de novidades, a começar pelo nosso livro didático, que está muito bacana, com textos interessantes, quadrinhos engraçados, muita música e até brincadeiras!
Estaremos juntos em 5 aulas semanais, das quais uma será destinada à Leitura Compartilhada. Nossa primeira viagem pelo mundo das palavras será através do conto “Alice no país das maravilhas”.
Vocês já se perguntaram o que essa tirinha do Calvin está fazendo aí em cima? O que ela tem a ver com essa carta de conteúdo? Então, sugiro que respondam a outra pergunta: que tipo de livro Calvin deseja escrever? A qual gênero literário pertence esse tipo de relato? Descubram a resposta e saberão o gênero literário que leremos em março! Posso adiantar que o título do livro é: “Fernando Pessoa, o menino de sua mãe”.
Outra super novidade é que neste ano teremos um blog. Isso mesmo, um blog! Mas, para isso, contarei com a ajuda de vocês, que são os grandes “experts” em informática! Nesse blog, falaremos sobre a matéria vista em sala, sobre o livro que estivermos lendo na Leitura Compartilhada, sobre o livro da Roda de Leitura que vocês estiverem lendo. Teremos indicações de sites bacanas, livros que todos amam, filmes que ninguém pode deixar de ver, enquetes e muito mais! Tudo relacionado à nossa querida, amada, necessária, poderosa e linda Língua Portuguesa ;)) e à Literatura.
Queridos, brincadeiras à parte, é importante compartilharmos do que disse Mário Vargas Llosa*: “E nada defende melhor o ser vivo contra a estupidez dos preconceitos, do racismo, da xenofobia, das afirmações caipiras do sectarismo religioso ou político, ou dos nacionalismos excludentes, como essa comprovação incessante que sempre aparece na grande literatura: a igualdade essencial dos homens e mulheres de todas as geografias e a injustiça que é estabelecer entre eles formas de discriminação, sujeição ou exploração. Nada ensina melhor que a literatura a ver, nas diferenças étnicas e culturais, a riqueza do patrimônio humano e valorizá-las como uma manifestação da sua múltipla criatividade.” Ler nos faz seres humanos melhores. Que saiam então todos os livros das estantes!
Desejo a todos um excelente trimestre, com muito entusiasmo, disposição de aprender, companheirismo e respeito ao próximo.
Contem comigo!

O que você vai aprender?

 Substantivos
 Preposições
 Emprego do ch e do x
 Mitos e lendas
 Tempo e espaço míticos
 Pronomes pessoais de tratamento e reflexivos
 Pronomes demonstrativos, possessivos, indefinidos, interrogativos e relativos
 Acentuação de ditongos abertos e fechados
 Crônicas
 Verbos
 Advérbios
 Grafias do fonema /z/


O que você vai aprender a fazer?

 Analisar o papel semântico que as preposições estabelecem entre elementos do texto;
 Conhecer e praticar as regularidades da escrita quanto à grafia das palavras com ch e x;
 Verificar a importância dos mitos como forma de representação simbólica da realidade;
 Reconhecer as características do gênero mito e do gênero lenda;
 Identificar espaço e tempo míticos, analisando as marcas que os identificam nas narrativas;
 Verificar o papel dos pronomes pessoais e demonstrativos nos processos de referenciação dos textos;
 Identificar e utilizar corretamente, de acordo com o contexto, os pronomes demonstrativos, possessivos, indefinidos, interrogativos e relativos;
 Conhecer e utilizar as regras de acentuação de ditongos abertos e fechados;
 Reconhecer as características do gênero crônica;
 Estudar os elementos linguísticos característicos do gênero;
 Flexionar os verbos em diferentes tempos, modos e pessoas;
 Utilizar os advérbios e as locuções adverbiais como marcadores de circunstâncias importantes para a construção de textos narrativos;
 Utilizar corretamente as diferentes grafias do fonema /z/;
 Ouvir os colegas e saber o momento de falar;
 Identificar as imagens dos textos como parte significativa para a compreensão dos mesmos.


Como você vai aprender?

 Realizando as atividades solicitadas (em sala e em casa);
 Realizando as atividades complementares;
 Participando do blog;
 Realizando as rotinas de estudo;
 Perguntando, perguntando, perguntando. Trazendo suas dúvidas para a sala de aula, para que possamos discutir e trocar informações;
 Realizando atividades individuais e em grupo;
 Realizando avaliações;
 Lendo MUITO!


Professora Luciana Souza Martins de Araújo
e-mail: professora.lu@hotmail.com

* Mário Vargas Llosa: Jorge Mario Pedro Vargas Llosa nasceu em Arequipa (Peru), em 1936, e é considerado um dos maiores escritores em língua espanhola. Em 1981, publicou “A Guerra do Fim do Mundo”, no qual narra a história da Guerra de Canudos. Em 1990 concorreu às eleições presidenciais do Peru (chegando ao segundo turno). Em seguida, mudou-se para Londres, onde vive até hoje.